terça-feira, 12 de maio de 2015

VIAJAR É UM BARATO
Descobri em 2009 que adorava viajar. Estudei espanhol na Argentina. Voltei cheia de novos roteiros na cabeça – mas com um rombo no banco.
Cometi erros típicos de um viajante inexperiente: percorri todos os trechos de avião, fiquei em alguns dos hotéis mais caros e só comia no circuito turístico. Resultado: gastei o que tinha e o que não tinha.
A partir dai, virei pesquisadora obcecada por promoções. Para não perder as melhores ofertas, topo ir sozinha, fora da temporada, fazendo bate-volta no fim de semana... como for!
Assim, entre outros destinos, já estive na Serra Gaúcha (RS),
em Bonito (MS), Búzios (RJ), Chapada Diamantina (BA), Manaus (AM), Uruguai e no México. Rio nem cito. Um paraíso na terra!
Por uma passagem barata, até entro em encrenca no trabalho. Em março de 2013, vi uma incrível promoção de passagens para Madri, mas acabei perdendo.
Num tradicional mercado berbere (uma etnia do norte da África) conheci um comerciante e acabei sendo convidada para uma refeição com a família dele. Experimentar o típico cuscuz foi uma experiência fantástica – que eu jamais teria vivido não fosse essa minha maneira maluca de viajar!
Essa experiência não teria aparecido. Jornalista Léo.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

TORNADO PERFEITO DA PETROBRÁS
Operação Lava-Jato e queda no preço do barril de petróleo atingem a empresa, mas, para especialista, há chance de recuperação

O cenário de momento é muito ruim para a Petrobrás, até o preço do barril do petróleo está desvalorizado. A queda no preço internacional do barril torna menos atraente a exploração das reservas da camada pré-sal.
Ao mesmo tempo, a obrigação de ter participação mínima de 30% de investimento e a exigência de que a empresa lidere as operações em todos os blocos é extremamente pesada para a companhia, que passa por um momento de descapitalização.
Os reajustes no preço da gasolina ajudaram a estatal a refazer um pouco do caixa perdido no tempo em que o preço dos combustíveis ficou congelado. O governo segurou a infração às custas da Petrobrás. Assim conseguiu a relegar-se. Foram 55 bilhões de reais pelos não reajustes. Quase que arruína o Brasil.
No entanto, o efeito positivo dessa alta começa a se dissipar à medida em que o dólar sobe. Só que a recuperação bilionária foi pro brejo.
A desvalorização do real também atinge a Petrobrás em outro ponto sensível. Cerca de 70% das dívidas da empresa, que em setembro passado chegavam a R$260 bilhões, estão atreladas à moeda americana.
Todas essas dificuldades criam um circulo vicioso que leva ao cancelamento de projetos, como no caso das refinarias premium que seriam construídas no Nordeste e não saíram do papel, provocando uma baixa contábil de R$ 2,7 bilhões.
O acumulo de problemas, por sua vez, acendeu a luz amarela no mercado financeiro, e a empresa teve sua classificação de risco rebaixada para o grau especulativo pela agência de rating Moody’s. Difícil financiar o plano de investimentos da companhia. Baixou o crédito!
Além disso, a opção por usar a Petrobrás e os investimentos do pré-sal para impulsionar a indústria nacional é uma decisão política que tem alto custo para a companhia.
A escolha provocou atrasos e aumentou o custo da construção de plataformas e navios-sonda necessários à ampliação de produção.
Em meio a esse cenário, a Operação Lava-Jato da Polícia Federal envolveu a empresa e sua cadeia de fornecedores em denúncias de corrupção, o que gera mais ainda incerteza no mercado, com sucessivos adiamentos na divulgação dos balanços da companhia. Até que enfim, seis meses após foi divulgado, depois de alguns adiamentos, atribuídos a operação desastrosa do Lava-Jato. Um tornado perfeito. Jornalista Léo.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

AUTOMÓVEIS E ESTRADA
ESTRADAS SUCATEADAS
Cuidados que podem evitar acidentes

Leve seu carro em oficina de confiança e peça que verifique cada item apresentado a seguir. É um verdadeiro check-up que deve conferir, por exemplo, se a saída de água do limpador não está entupida.

Mantenha a potência
-O fluido do radiador e o óleo do motor devem ser checados com o carro frio.
-Verifique também o filtro do óleo e o filtro de ar.
-Veja as velas; e os cabos de alimentação.
-Os pneus devem estar em boas condições (sulcos abaixo de 1,6 mm indicam a hora de trocar) e calibrados de acordo com a indicação do fabricante.
-Faça um check-up no sistema de freio, revisando pastilhas, lonas, discos e sistema hidráulico.
-Veja se é preciso trocar molas e amortecedores.
-Complete a água do limpador de para-brisa e veja se o sistema não está entupido.
Confira se as palhetas não estão gastas.
Verifique os faróis e as lanternas do carro, bem como os fusíveis. Leve alguns de reserva.

1.     O cinto de segurança deve ser usado por todos os passageiros, inclusive os do banco traseiro.

2.     Não ultrapasse a carga máxima permitida do seu carro. E não obstrua a visão traseira com bagagem.

3.     Para aumentar a visibilidade, deixe os faróis diurnos ou de estacionamento acesos.

4.     Nunca utilize faróis altos em neblinas. A luz forte reduz ainda mais a visibilidade.

5.     Não dirija por mais de sete horas direto ou com sono. Pare a cada duas horas e coma algo leve.

6.     Mantenha uma distância segura do carro à frente. E só ultrapasse em locais permitidos.

7.     Assim você viaja mais seguro e confiante de automóvel mesmo neste triste estado de estradas sucatadas, estreitas, sinuosas. A cada reta uma cilada, a cada curva uma emboscada. Jornalista Léo.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

SAL VERDE E MAIS SAUDÁVEL
O sal, condimento indispensável na alimentação, faz parte da história da humanidade. Os soldados do império romano eram pagos com sal. A iguaria era usada como moeda de troca na compra de outros produtos. Foi daí que surgiu a palavra salário, que significa ração de sal ou soldo.
O sal vem passando de herói a vilão, graças ao cloreto de sódio, que, quando ingerido em excesso, pode causar pressão alta, a qual acarreta doenças renais, cardíacas e vasculares.
Mas mesmo hipertensos devem consumir cloreto de sódio, pois é mineral indispensável para o funcionamento das células.
A Estação Experimental da Epagri em Itajaí encontrou uma solução que aponta por fim nesse dilema: um sal extraído de vegetal.
Em 2001, a planta Sarcocornia perênnis (sal-verde, erva-de-sal ou erva-de-vidro) foi identificada no litoral catarinense pela bióloga Cecília Cipriano Osaida. Estavam em missão em área de mangue povoada por
pequenas plantas no município de Palhoça, na região da Grande Florianópolis.
Naquele ambiente encharcado, uma espécie atraiu a atenção de Cecília por lembrar um cacto. Mas sabiam que cacto não tolera umidade.
O que poderia ser aquele curioso vegetal?
Descobriram que outras espécies de Sarcocornia estudadas na Ásia e na Europa têm sido usadas como fonte de sal em dietas com restrições de sódio.
Foi ai que veio a principal descoberta: a Sarcocornia perênnis produz sal cristalizado com três vezes menos cloreto de sódio que o sal de cozinha. Outra grande vantagem é que, além de sódio, ela tem em sua composição outros sais também de sabor que alimentam e não causam mal à saúde. Assim o consumidor não corre o risco de precisar colocar quantidade maior de sal vegetal para salgar a refeição. Gisele Dias – giseledias@epagri.sc.gov.br

quarta-feira, 6 de maio de 2015

 “FEMINICÍDIO” NO CÓDIGO PENAL
Para reduzir e punir com mais rigor a agressão contra mulheres, o Senado aprovou projeto de lei que inclui no Código Penal o crime de “feminicídio”, isto é, toda forma de violência extrema de gênero que resulta na morte da vítima.
A proposta, foi aprovada depois do polêmico caso em que o deputado federal Jair Bonsonaro (PP-RJ) agrediu verbalmente a colega de Parlamento, Maria Rosário (PT-RS), dizendo que não a estupraria porque “ela não merece”, como noticiou a Folha de São Paulo (17/12/2014).
Com a mudança no Código Penal, o assassinato de mulheres passa a ser tratado pela Justiça como homicídio qualificado, o que implica no aumento da pena (que passa a ser de 12 a 30 anos de reclusão, em vez de 6 a 20 como no caso do homicídio simples). A violência de gênero abrange casos que envolvam relação íntima de afeto ou parentesco entre a vítima e o agressor, prática de violência sexual (antes ou depois da morte) ou mutilação e desfiguração da vítima. Jornalista Léo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

DELÍCIAS ITALIANAS
Além da família reunida, no almoço tradicional italiano não podem faltar a polenta, o frango com radici e diversas opções de massas.

Fartura da Nonna

         Mesa farta para o almoço de domingo. Bufê montado sobre o fogão, a lenha no centro do salão. Tal qual os encontros de famílias italianas, a cidade de Rodeio reserva um lugar para quem quer provar a típica polenta das nonnas. Situado bem no Centro da cidade, o Restaurante Caminetto chega a atender 120 pessoas em um único dia.
         Entre as quase 15 opções de massas e carnes do bufê, a lasanha e a sopa de agnollini (Anholini) não podem faltar! Certa vez, o proprietário Nilton Tomelin decidiu fazer uma experiência com o público, trocando algumas receitas por opções menos conhecidas. A reação foi imediata e ele nunca mais se atreveu a mexer no já tradicional cardápio com 15 anos de história.
Além dos almoços de domingos e quintas-feiras, a casa também abre à noite para pedidos à la carte. Como toda boa cidade de influência italiana, em Rodeio, é o talharim ao molho al suggo e à bolonhesa que dispara no ranking dos mais pedidos. Mas há também receitas diferenciadas como “il penne com funghi a la panna” (pão com champignon e nata).
Fartura, atendimento VIP, qualidade da matéria-prima e sabores tipicamente italianos são itens de honra no Restaurante.
Em   Rodeio, o bufê do restaurante Caminetto é resumo do que os imigrantes do norte da Itália trouxeram para o Vale. Lasanha, nhoque, talharim e polenta frita estão entre as preferidas do turista que busca diversidade gastronômica. Jornalista Léo.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

VERDADES QUE MERECEM DIVULGAÇÃO

JORNALISMO

I
Um jornal só se constrói com paciência e se destrói com um gesto de impaciência.
Em jornalismo não existe a permanência, mas a persistência (Alberto Dines – em I Seminário de Técnica de Jornalismo).

II
Uma notícia não se proíbe; no máximo, consegue-se limitar sua circulação.
O processo de comunicação não se interrompe; consegue-se reorientar seu sentido. O jornal é um produto dirigido a cada leitor em separado. Os meios eletrônicos, pela sua própria natureza da recepção, são coletivos. A mensagem, no entanto, toca mais ao coração de cada um, se ela for dirigida de forma personalizada, principalmente a radiofônica.

III
Um veículo que cede a uma pressão cede a todas. O caminho é manter inviolável o compromisso com a verdade. Ao reclamar a liberdade de imprensa, mister se faz criá-la no seu próprio veículo.
O jornalista é um educador, um profissional da indagação, do questionamento.

IV
Há profissionais achando que já não há nada a fazer!
Primeiro, porque não dá pra fazer; depois, quando uma equipe começa a mostrar que é possível fazer, aí surgem as observações que o veículo não incomoda.
Mas mesmo no jornal pequeno, é preciso acreditar no efeito multiplicador. Experiências feitas no jornal do Comércio do Rio foram adotadas pelo Globo e Folha de São Paulo. Outras, criadas pelo jornal Cruzeiro do Vale em parceria com o jornal Metas, estes de Gaspar. Plagiadas por jornal da Capital. Em comunicação pouco se cria, muito se plagia e algo se aperfeiçoa. LM – Jornalista Léo.